Irã eleva tom militar após repressão a protestos e ameaça dos EUA
O Irã afirmou estar preparado para um eventual conflito armado após a repressão violenta a protestos que deixaram mais de 600 mortos em diferentes regiões do país. O alerta foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, que declarou que Teerã não busca uma guerra, mas está pronta para enfrentá-la, inclusive em condições mais avançadas do que em confrontos anteriores.
A tensão aumentou após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu uma reação “muito dura” contra o regime dos aiatolás diante da morte de manifestantes. Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que o Irã vive um momento inédito de busca por liberdade e disse que Washington estaria disposto a apoiar a população.
Nesta segunda-feira (12/1), a Casa Branca informou que não descarta a realização de ataques aéreos contra alvos em Teerã, embora tenha ressaltado que a prioridade segue sendo uma solução diplomática. Trump também anunciou a intenção de impor tarifas de 25% a países que mantenham comércio com o Irã.
Os protestos começaram em 28 de dezembro, motivados pelo aumento do custo de vida, e evoluíram para um movimento de contestação direta ao regime islâmico, no poder desde 1979. Mesmo com o bloqueio da internet, vídeos vazados mostram grandes manifestações e imagens de corpos em centros forenses, cuja autenticidade foi confirmada por agências internacionais.